Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

TERRA DE GENTE FORTE

EU SOU O FUTURO

TERRA DE GENTE FORTE

LAR DE GUERREIROS

DE SUL-MATO-GROSSENSES

BRASILEIROS...


EU SOU O ALVORECER

A CONQUISTA DE CADA DIA

O SONHO, A REALIDADE...

A MAIS PURA MELODIA


SOU O MATO, A RAÍZ, O CAULE

A DELICADA FLOR

FEITO DA MESMA ALMA

CULTIVADO COM O MESMO AMOR


SOU FEITO DE GENTE,

DE TRABALHO

DE DESENVOLVIMENTO...

SOU PLENO, FORTE,

EM CONSTANTE MOVIMENTO...


MINHA HISTÓRIA AINDA É JOVEM

MAS SOU GRANDE TAL QUAL MEU POVO


COM A PUJANÇA E GRANDEZA

DE FERTILIDADES MIL

SOU O ORGULHO E A CERTEZA

DO FUTURO DO BRASIL

Sexta-feira, Outubro 28, 2011

Adiante



Despeço-me dos amigos, dos vizinhos e dos amores.

Dou adeus aos estranhos, até logo aos que conheço.

Parto uma partida lenta, sofrida.

Lamentando a ausência, chorando a ida.

Sem retornos certos, a melancolia é companhia constante.

Meus erros ficaram marcados.

Os acertos, levo comigo, numa bagagem parca.

Calçada com o desespero não vejo o fim do caminho.

Apenas vou adiante.

Terça-feira, Maio 03, 2011

Meu egoísmo


Deixei de lado as ilusões e voei o mais alto que pude.

Não consegui alcançar, mas descobri um novo mundo.

Voltei fortalecida, querendo dançar, beber, ser eu mesma.

Agora o sentimento está solto, liberto, pronto para o próximo.

O corpo não corresponde, mas a alma clama.

E eu quero mais, muito mais.


A liberdade tem seu preço.

Já fiz meu pagamento.

Agora espero o troco, o embrulho e vou embora.

Não é como uma música, mas tem seu ritmo.

Uma melodia sem acordes, que silencia meu ego.


Nada como o próximo gole. Melhor seria não mais voltar.

Nada como a próxima viagem. Melhor seria continuar eternamente.


Estou mais distante que nunca. Chego a agradecer.

Não tenho culpa, deixei tudo para trás.

É uma pena. Minha emoção cessou.

Ser egoísta às vezes é bom. Quase sempre. Estou feliz.

Poema da infelicidade


Sinto falta de alguém que se perdeu nas angústias.

De uma saudade que senti nem lembro quando.

De uma vida que me persegue nos sonhos.

Sinto falta de quando era velha e clamava pela juventude.

Sinta falta do amor que ficou atrás da porta fechada.

Sinto falta da amizade que me fazia chorar.

Da sinceridade que não me deixava dormir.

Do telefone que tocava insistentemente

Sinto falta da raiva, da tristeza, da solidão.

Eu era infeliz e não sabia.


Segunda-feira, Março 21, 2011

Me convide para dançar


A noite calma tirou meu sono

Acordei pensando em você

O calafrio do abandono me fez voltar à realidade

Nem sempre sou capaz de suportar


Nossa música já tocou

Perdemos o compasso

O espaço e o tempo não são meus aliados

Mas estou a um beijo de distância


Fui impelida a ficar

Não escolhi a próxima valsa

Voltar nunca foi minha decisão

O dois pra lá, dois pra cá ficou preso em meu pensamento

Sexta-feira, Março 18, 2011

A mulher que eu não fui


A mulher que eu não fui não se prende.

Se joga.

A mulher que eu não fui não tem compromissos.

Tem encontros.

A mulher que eu não fui não se apaixona.

Tem coleções.

A mulher que eu não fui não fica em casa.

Entra no casulo.

A mulher que eu não fui não tem dúvidas.

Tem opções.

A mulher que eu não fui não se entrega.

Conquista.

A mulher que eu não fui não tem medo.

Tem desafios.

A mulher que eu não fui não tem relacionamentos.

Tem conquistas

A mulher que eu não fui tem muito de mim.

E nada do que sou.

Ela não sofre, não chora, não volta atrás e não lamenta o que passou.

Ela simplesmente vive. Nos meus sonhos.

Terça-feira, Setembro 14, 2010

É o que me inspira


Duro. Preto. Branco.

Molinho até que serve, principalmente numa hora precisada.

Não importa o tamanho, mas a sensação que me traz.

Não importa o formato, mas o prazer que me dá.

É o que me inspira.

Particularmente, prefiro lamber, chupar, aos poucos, bem devagar, para sentir todo o sabor.

Depois, com pequenas mordidas me esbaldar.

Não há sensação melhor. Mistura de prazer com culpa, de euforia com lucidez. Que me faz perder o fôlego.

Adoro quando escorre entre meus dedos e me lambuza.

É o que me inspira. É o que me faz feliz. É o que me satisfaz.

Estímulo, minha liberdade, criatividade, meu espírito livre.

É o que me inspira.

Eu amo chocolate.

Quarta-feira, Setembro 01, 2010

O peso da minha cruz


Sempre fui muito sensitiva, literalmente. Conseguia sentir o que as outras pessoas sentiam: fome, sede, dor.
Bastava chegar perto de mim e dizer: ai que dor! e pronto, já estava sentindo a tal da dor. E o mais engraçado, se é que posso considerar assim, é que a pessoa parava de sentir.
E não é frescura, como muitos podem estar pensando, porque eu costumava ficar quieta e não revelar que o que estava sentindo. Já o outro, costumeiramente, dizia: nossa parou de doer.
Foram tantos anos sentindo a dor dos outros, que parei de sentir as minhas próprias. Até que um dia me cansei e resolvi parar, afinal, todos dizem que a própria cruz é sempre mais leve que a dos outros e o fardo já estava bem pesado.
Já são quatro anos carregando somente a minha cruz e, agora, a bendita começa a pesar demais. Tanto que estou a ponto de desistir.
Acho que vou voltar a exercer a minha sensitividade, se é que esta palavra existe, e sentir apenas o que os outros sentem. Quem sabe assim, a minha cruz fique mais leve e eu consiga, novamente, carrega-la. Ou perceba que meus problemas não são tão graves assim.
O que sei é que o peso da minha cruz, hoje, é incalculável, bons tempos aqueles em que ela não pesava quase nada.